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Cárie dental: o desafio no equilíbrio

A cárie é uma doença que, infelizmente, está há anos presente na sociedade. Algumas pessoas podem achar normal, porém não é uma condição que deveria ser considerada comum ou, muito menos normal. 

Essa doença acontece pelo desequilíbrio de vários fatores. Vale destacar que não é considerada transmissível, ou seja, não passa através da saliva, ou de pai para filho. 

Para que ocorra é preciso que haja consumo de sacarose (açúcar), presença de biofilme (película que fica nos dentes após a alimentação), existência da bactéria da cárie (Streptococcus Mutans) e uma escovação dentária pouco eficiente. 

A bactéria se liga ao biofilme dental e se alimenta da sacarose disponível. Os restos dessa metabolização bacteriana são muito ácidos e estão em contato direto com o dente. Se há desequilíbrio nestes fatores, a cárie começa a se formar. 

A primeira manifestação é após 7 dias de desequilíbrio e se apresenta como uma mancha branca no dente, somente dentistas conseguem identificar essas manchas. O tratamento nessa fase é controlar os fatores da cárie: controle do açúcar, uso de dentifrício fluoretado e escovação correta

No consultório odontológico, o profissional vai realizar aplicações com verniz fluoretado para paralisar a lesão. Mas se não houver paralisação, a bactéria vai continuar se alimentando da sacarose e liberando ácidos na superfície do dente. Esses ácidos da bactéria fazem o dente perder mineral e se tornar cavitado (com buracos). — Momento em que normalmente procuramos um dentista.

É fundamental lembrar que o material utilizado não é igual ao dente, portanto precisa de cuidados. Os fatores que geraram a cárie devem ser corrigidos e, quanto ao dente que recebeu a restauração, exige-se mais atenção na higienização. — Passar bem o fio dental e ficar atento com locais mais escuros que podem significar insucesso da restauração. 

Caso não seja tratada, a cárie vai continuar evoluindo e consumindo todo o dente rapidamente, podendo necessitar de tratamentos mais extremos como tratamento de canal ou extração. 

Nas crianças, a doença evolui muito rápido e em alguns casos chega acontecer na maioria dos dentes. Ela é atualmente chamada de “Cárie na Primeira Infância”. Nos pequenos acontece da mesma maneira que nos adultos e adolescentes, e precisa de atenção redobrada. 

Não é normal uma criança perder um dente de leite por causa da cárie. Esse dente precisa estar saudável para manter o espaço do dente permanente, — servindo de guia para sua erupção correta. 

Quando há cárie nas crianças, o tratamento pode ser mais complexo devido ao comportamento muitas vezes desafiador. — Um odontopediatra é o dentista mais capacitado para avaliar o risco de cárie, realizar o tratamento e o acompanhamento da criança. 

Uma vez que o pequeno teve cárie, é preciso rever tudo: escovação com orientação do odontopediatra e principalmente rever a alimentação, a qual deverá ser mais natural, sem tantos salgadinhos, refrigerantes e doces. 

A alimentação rica em açúcar é muito prejudicial não só para os dentes, mais para a saúde em geral. Crianças precisam de vitaminas e minerais em grande quantidade e o açúcar não possui nada disso na sua composição, somente a sacarose, que os deixa cheios de energia. 

Um mito que escutamos é que o leite materno causa cárie. Isso não é verdade, o leite materno não possui potencial cariogênico, ou seja, a lactose (açúcar do leite) não forma o biofilme necessário para o desenvolvimento da cárie, nem serve de alimento para a bactéria.

O odontopediatra pode pedir um diário alimentar para ajudar com a distribuição do açúcar perto dos momentos de higiene bucal, os quais devem acontecer no mínimo 3x ao dia com pasta de dente fluoretada (mínimo 1.000 ppm) e quantidade de pasta de dente adequada para a idade. 

É necessário comparecer ao dentista regularmente, além de prevenir a evolução da doença, essa ação atua no equilíbrio e saúde do seu sorriso!

Confira o post sobre as possíveis consequências e dicas para remoção da chupeta e mamadeira
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Dra. Mariana Perini Zendron | CRO SC 16.792
Graduação Odontologia – UFSC


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